Transposição do Morro dos Cavalos Palhoça/SC

Detalhamento da Obra

A construção da última grande Obra de Arte Especial (OAE) na duplicação da BR-101 Sul está localizada entre o km 232 ao km 235,3 localizada no município catarinense de Palhoça.

O projeto prevê a Transposição do Morro dos Cavalos através de um túnel Classe A, tipo interurbano duplo monodirecional, onde o túnel esquerdo terá 2.220 metros de comprimento, sendo cerca de 1.630 metros em rocha e 590 metros em solo/rocha alterada mole. O túnel direito terá 2.220 metros de comprimento, com cerca de 1.580 metros em rocha e 220 m em solo/rocha alterada mole e 420m em túnel a céu aberto (Túnel Falso, Sistema Cut-and-Cover).

O traçado se desenvolve na direção do maciço do morro, à esquerda da pista existente, com afastamento máximo de 420 metros em relação ao eixo atual da BR-101 Sul. Os principais elementos da seção transversal são:

A estrutura de pavimento prevista prevê a execução de material detonado, de espessura variável, conforme a quota da soleira do túnel. Sobre este material detonado, regularizado com material britado, será executada a camada de 12 cm, sobre essa camada será executada sub-base de CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente) de auto módulo com 10 cm de espessura. E por fim uma placa de CCP (concreto) com 24 cm de espessura.

Concluída a escavação, o revestimento final, a pavimentação e as sobre estruturas, iniciará a montagem de uma série de instalações que permitem o escoamento do trânsito sem inconvenientes.

As principais instalações, reduzidas ao mínimo indispensável, compõem o sistema operacional, e são as seguintes:

 

 

A Importância da Obra

Nesse trecho da BR-101 Sul, o tráfego de veículos segue em trecho com faixas acrescidas de melhorias em caráter temporário, conhecida como 4ª pista temporária, isto é, a plataforma da rodovia, que antes seguia por apenas uma pista com duas faixas de rolagem, que no ano de 2014 recebeu acréscimo de mais duas faixas, ocupando o espaço dos acostamentos.

A construção da transposição nesse segmento é necessária para garantir a trafegabilidade e fluidez da movimentação de veículos em longo curso, já que, segundo estudos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT, o crescimento anual na quantidade de veículos a trafegar pela BR-101, mais especificamente pelo Morro dos Cavalos, será de 3%. 

Outra razão adotada para justificar a construção dos túneis para Transposição do Morro dos Cavalos está na segurança dos usuários da rodovia federal. A transposição garantiria a manutenção da trafegabilidade em velocidade de curso que, mesmo abaixo do limite dimensionado para os trechos duplicados, ainda assim é maior que o delimitado máximo para as pistas atuais.

Em travessias dos túneis construídos no empreendimento da duplicação da BR-101 Sul, tanto em SC quando no RS, a velocidade máxima para todos os tipos de veículos, em trânsito dentro dos túneis, é de 80 km/h (para os túneis de Morro Agudo, em Paulo Lopes/SC e Morro Alto, em Maquiné/RS). Nas pistas com melhorias em caráter temporário – sobre o traçado atual da rodovia federal, o limite é de 60 km/h, além de ser em aclives.

 

Os Planos Básicos Ambientais

Assim como no empreendimento da duplicação da BR-101 Sul, na Travessia de Cabeçuda e Canal de Laranjeiras em Laguna/SC e na Transposição do Morro do Formigão, em Tubarão/SC, a Transposição do Morro dos Cavalos, em Palhoça/SC, também terá ações socioambientais.

Importante destacar que a obra de Transposição do Morro dos Cavalos será feita integralmente na Terra Indígena Morro dos Cavalos, reconhecida pela Fundação Nacional do Índio – FUNAI, onde reside a Comunidade Indígena Guarany do Morro dos Cavalos.

A obra também beneficiará as Comunidades Indígenas Massiambu e Cambirela.

O diferencial desse empreendimento é a existência de um Plano Básico Ambiental – PBA voltado diretamente para a obra em si e outro destinado às Comunidades Indígenas Guarani de Morro dos Cavalos, Massiambu e Cambirela, denominado de Plano Básico Ambiental Indígena – PBAI.

Os programas pertencentes ao Plano Básico Ambiental – PBA são:

- Programa de Gestão e Supervisão Ambiental

- Programa de Monitoramento dos Impactos Diretos e Indiretos do Empreendimento

- Programa de Proteção à Fauna

- Programa de Monitoramento da Qualidade da Água

- Programa de Prospecção e Resgate Arqueológico

- Programa de Indenização, Reassentamento e Desapropriação

- Programa de Transporte de Produtos Perigosos – Plano de Ação de Emergência

- Plano Ambiental de Construção – PAC

- Programa de Prevenção e Controle de Processos Erosivos

- Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Efluentes Líquidos

- Programa de Monitoramento de Ruídos e Vibrações

- Programa de Monitoramento e Controle de Poluição Atmosférica

- Programa de Segurança, Meio Ambiente e Saúde

- Programa de Redução do Desconforto e Acidentes na Fase de Obras

- Programa de Recuperação de Áreas Degradadas

- Programa de Recuperação de Passivos Ambientais

- Programa de Controle de Supressão e Resgate de Flora

- Programa de Controle e Erradicação de Espécies Exóticas

- Programa de Gerenciamento de Riscos Ambientais

- Programa de Prevenção de Acidentes

- Programa de Comunicação Social

- Programa de Educação Ambiental

 

Os programas pertencentes ao Plano Básico Ambiental Indígena – PBAI são:

- Programa de Apoio à Comunidade Indígena Morro dos Cavalos

- Programa de Gestão Ambiental e Monitoramento

- Programa de Realocação da Aldeia Tekoá Itaty

- Programa de Conservação da Flora

- Subprograma de Apoio ao Artesanato Guarani

- Programa de Apoio à Saúde Indígena

- Programa de Proteção Territorial e Fiscalização de Limites

- Programa de Fortalecimento Institucional e Valorização Cultural

- Programa de Educação Ambiental Indígena

- Programa de Comunicação Social Indígena

- Programa de Geração de Trabalho e Renda para a Comunidade Indígena de Morro dos Cavalos


Localização do empreendimento